Segundo dia com vasta programação reúne pesquisadoras e ativistas de todo o país

O segundo dia do nosso evento começou cedo na Central de Aulas Integradas da UEPB, com muita programação preparada pelos organizadores. Logo pela manhã os monitores do evento receberam todas as pessoas inscritas para dar continuidade ao credenciamento ao som de uma playlist preparada com muito carinho e com uma recepção linda no hall: barracas com vendas de livros, artesanato e produtos naturais e lanche vegano para todas as pessoas do evento, que aproveitaram o início da manhã para socializar, conhecer o trabalho de muitas autoras e autores de pôsteres em exibição na entrada da CIA.

Em paralelo ao início das atividades, o evento trouxe também em sua programação 33 minicursos, além do Cine Palestina, coordenado por Berenice Bento (UFRN), com a palestra: O cine como resistência. O palestrante Geraldo Adriano Godoy debateu sobre a importância do cinema como uma ferramenta para os povos palestinos no intuito de repensar como a sua existência é marcado por fortes estereótipos e como o cinema serve de potência para desconstruir estereótipos e repensar a questão dos marcadores sociais das diferenças do povo palestino.

Para o professor Leandro Colling, expectador do Cine Palestina e organizador da segunda edição do Desfazendo Gênero, é importante discutir este tema dentro do evento: “discutir a realidade da palestina é também discutir toda uma política do governo de Israel que usa pautas da diversidade sexual de gênero para divulgar uma imagem positiva de Israel no mundo enquanto faz o que faz com a Palestina.”

No período da tarde, o Desfazendo Gênero contou com Intervenções Artísticas, Cine Palestina e Tendas de Vivências, que absorveram experiências e afetaram quem participou das 8 tendas durante toda a tarde. A tenda um: “Ocupa a escola e (des)ocupa a ‘educação’! Recados que ecoam do movimento secundarista e ocupação das escolas”, propôs o diálogo a respeito das ocupações estudantis ocorridas em 2016 e a militância desses movimentos. O documentarista e professor Rennan Peixe, que compõe o movimento negro em Recife (PE) e participou do debate, conta que “todos os grupos sociais minoritários só conseguem atingir voz a partir da luta e da resistência”. A tenda também discutiu sobre as dificuldades de um jovem da periferia e em como o acesso às informações são limitadas. Rennan critica o fato das universidades ainda serem um espaço elitizado em que certas discussões, como a questão de gênero e sexualidade, não saem desse ambiente e chegam na periferia.

O evento seguiu com duas mesas redondas que ocorreram no período da noite e, logo após, tivemos a programação noturna do Festival Cultural Zabé da Loca, com shows de Irismar Forró Fashion, Ceminha Seresteira e Varal de Cabaré, que abrilhantaram a noite que se seguiu até quase 2h da manhã.

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